2018.: Brasil deverá ser um promissor em Energia Solar

Energia solar brilha com força nos países emergentes
A energia solar está brilhando com força nas nações em desenvolvimento no mundo. Um total de 34 gigawatts de nova capacidade de geração dafonte renovávelentrou em operação em 71 países emergentes pesquisados pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF) como parte do estudo anual Climatescope, divulgado nesta terça-feira.
No acumulado, a capacidade de geração de energia solar cresceu 54% em um ano e mais do que triplicou em três anos. A capacidade adicionada em 2016 seria suficiente para suprir a demanda anual de eletricidade de 45 milhões de residências na Índia ou de todo o consumo residencial do Peru ou da Nigéria.
Com 27 gigawatts instalados no ano passado, a China respondeu pela maior parte do salto energético, seguida da Índia, que adicionou 4,2 gigawatts.
Brasil, Chile, Jordânia, México, Paquistão e nove outros países viram sua capacidade fotovoltaica instalada dobrar ou mais do que dobrar em 2016, segundo o estudo.
No geral, a energia solar respondeu por 19% de toda a capacidade de geração de energia adicionada nos países pesquisados pelo Climatescope no ano passado, crescendo de 10,6% em 2015 e 2% em 2011.
Fontes da mudança
Melhorias tecnológicas, reduções de custos de equipamentos e o crescente interesse em micro-redes estão impulsionando esse crescimento, segundo a BNEF.
Além disso, a cada dia, surgem aplicações inovadoras para a fonte renovável, como o uso em sistemas de bateria com cargas pré-pagas, o chamado “pay as you go” (ou PAYG, na sigla em inglês), bombas de água e até torres de telefonia móvel estão se proliferando alimetadas pela luz solar.
Os analistas da BNEF observam que esses esforços em geral são liderados por empreendedores e investidores de risco e se multiplicam sem grandes impedimentos por parte dos governos.
Na maioria das vezes, a iniciativa parte de startups, que buscam financiamento de fontes privadas e fazem parcerias com grandes corporações, como provedores de telecomunicação.
Um exemplo dessas parcerias vem da África, onde mais de 1,5 milhão de famílias utilizam sistemas móveis solares em suas residências que foram adquiridos com ajuda de um plano de financiamento.
Esse modelo de negócio deixou de ser um nicho no mercado de financiamento de energia solar da África e foi usado em alguns dos maiores contratos fechados este ano e também já é encontrado em áreas agrícolas na Índia, diz a BNEF.
Oferta mundial
Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam uma potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW, considerando também a expansão de 52 GW no ano.
De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a geração solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa quantidade é de 8 mil km², o equivalente a um quadrado de 90 km de lado.
Para 2024, a estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE-2024), é que a capacidade instalada de geração solar no Brasil chegue a 8.300 MW. A proporção da geração solar chegará a 1% da total. Os estudos do PDE 2025, em elaboração, sinalizam a ampliação dessas previsões.
Geração distribuída
O número de instalações solares distribuídas apresenta crescimento no Brasil. Em oito meses, essas instalações triplicaram no País, aproximando-se de 4000 unidades, com potência média de 7,4 KW.
Os estudos do Plano Nacional de Energia (PNE 2050), em elaboração pela Empresa de Pesquisa Energética, estimam que 18% dos domicílios de 2050 contarão com geração fotovoltaica (13% do consumo residencial).
Para ampliar ações de estímulo à geração distribuída, o Banco do Nordeste lançou uma linha de crédito para ampliar ações nessa área. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência.
O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE.
Fonte: Ministério de Minas e Energia
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