Energia Solar Fotovoltaica | BNDES reavalia regras de conteúdo local para Energias Renováveis

Energia Solar Fotovoltaica | BNDES reavalia regras de conteúdo local para Energias Renováveis
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O Brasil pode mais do que dobrar a capacidade instalada em grandes usinas de geração de energia solar em 2018, apontou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O órgão regulador estima que até 1 gigawatt em novas centrais fotovoltaicas podem ser concluídas neste ano, mais do que os 935 megawatts em projetos de grande porte já em operação no país atualmente.

Os números mostram o enorme potencial de avanço da energia solar no Brasil. O país, que sempre apostou suas fichas em grandes hidrelétricas, começou a realizar licitações públicas para viabilizar projetos solares apenas em 2014– e a fonte ainda representa menos de 1 por cento de sua capacidade instalada de geração.

Segundo o relatório da Aneel, assinado pela área de fiscalização da agência, cerca de 781 megawatts dos empreendimentos solares previstos para 2018 têm alta probabilidade de serem concluídos no prazo.

Outros 231 megawatts previstos são apontados como com “viabilidade média” para implementação nesse horizonte.

De acordo com o documento, as usinas com alta viabilidade são as que já possuem todas licenças ambientais e obras em andamento, enquanto as de média viabilidade ainda não iniciaram a construção ou não concluíram o licenciamento.

A Reuters publicou no início de janeiro que o Brasil fechou 2017 com pouco mais de 1 gigawatt em usinas solares, dos quais 935 megawatts em projetos de grande porte e cerca de 164 megawatts em geração distribuída– geralmente placas fotovoltaicas instaladas em telhados de indústrias, residências ou comércios.

O relatório da Aneel divulgado nesta terça-feira aponta ainda 100 megawatts em projetos de usinas solares vistos como problemáticos, com “baixa viabilidade”.

Segundo o documento, já há processos em andamento na Aneel para revogação da autorização desses empreendimentos.

O baixo volume de projetos com problemas para sair do papel vem após um leilão inédito em agosto passado oferecer a investidores a oportunidade de pagar prêmios em troca de desistir sem multas de seus empreendimentos. Na ocasião, nove usinas fotovoltaicas tiveram os contratos cancelados.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está reavaliando as exigências de conteúdo local para a indústria de energia solar, informou o presidente da instituição, Paulo Rabello. “Estamos reestudando as regras de conteúdo local e estamos atentos para eventuais flexibilizações”, disse o executivo em conversa com jornalistas na última terça-feira, 30 de janeiro, em São Paulo.

Neste ano, o Brasil conquistou seu primeiro gigawatts em usinas fotovoltaicas em operação, quase quatro anos depois da realização do primeiro leilão promovido pelo Governo Federal exclusivo para fonte em 2014. O fato colocou o país em um grupo seleto dos 30 países, entre 195 nações, que ultrapassaram a marca de 1 GW em usinas fotovoltaicas em operação, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Nesse período, a fonte participou de quatro leilões e viabilizou 3.997 MW de capacidade instalada, de acordo com levantamento feito pela consultoria Greener com dados consolidados até novembro de 2017. Porém, por motivos econômicos, alguns projetos foram descontratados em 2017. Segundo dados do Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), constam outorgados 2,67 GW de potência em usinas solares em diferentes fases de desenvolvimento.

Um ponto que chama a atenção é que a maior parte das usinas em operação no Brasil foram equipadas com módulos importados. Ainda segundo dados da Greener, 67,15% são de origem externa e 31,85% dos painéis foram produzidos localmente.

A Energia Solar Fotovoltaica ainda sequer atingiu o seu ápice, enquanto que a termelétrica já é considerada obsoleta e cara, e a hidrelétrica sofre pressões políticas e também apresenta altíssimo custo de implantação ou ampliação. O crescimento da energia solar e sua evolução tecnológica vão, dia após dia, revolucionando a matriz energética no Brasil e no mundo. Especialmente na Europa, este processo já está bem mais avançado, mas o crescimento no velho continente puxa também os outros países consigo. Faça um orçamento e considere mudar sua residência para esta energia limpa e renovável!

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