Energias renováveis: O imenso potencial do Brasil

O potencial brasileiro para energias renováveis é vasto. Em 2023, 93% de toda a energia gerada no Brasil provém de fontes renováveis, graças à posição geográfica do país, que influencia positivamente o clima. O Brasil possui um excelente nível de irradiação solar. Segundo o INPE (Instituto Nacional

Energias renováveis: O imenso potencial do Brasil
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Principais fontes de energias renováveis no Brasil
Principais fontes de energias renováveis no Brasil – Foto: Ilustrativa

As energias renováveis desempenham um papel crucial na transição da matriz energética. O cenário global dessas fontes está em constante crescimento, com diversas tecnologias sendo exploradas e desenvolvidas ao redor do mundo. Dados indicam que quase 30% de toda a eletricidade consumida no planeta é proveniente de fontes renováveis.

O crescimento e desenvolvimento das energias renováveis são impulsionados pela necessidade de combater as mudanças climáticas e reduzir o aquecimento global. Com os avanços tecnológicos e a flexibilização, as energias renováveis estão ganhando cada vez mais adeptos, aumentando seu potencial para substituir as fontes convencionais.

Ao redor do mundo, alguns países têm investido em infraestruturas e implementado políticas que incentivam a transição energética. Um estudo indica que, pela energia total proveniente de fontes renováveis, os países líderes são:

  1. Noruega, com 98,5%;
  2. Brasil, com 89,2%;
  3. Nova Zelândia, com 86,6%.
 Energia Eólica na Noruega
Foto: Energia Eólica na Noruega

O potencial brasileiro para energias renováveis é vasto. Em 2023, 93% de toda a energia gerada no Brasil provém de fontes renováveis, graças à posição geográfica do país, que influencia positivamente o clima. O Brasil possui um excelente nível de irradiação solar. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o país capta mais de 2.200 horas de irradiação solar por ano, o que equivale a 15 trilhões de MW de energia potencial.

O Brasil tem apresentado um crescimento significativo na geração de energia solar. Em 2023, o país teve um acréscimo de 3 Gigawatts à matriz energética, totalizando 182 Gigawatts. A energia solar desempenha um papel crucial na redução das emissões de gases de efeito estufa, ajudando o país a cumprir seus compromissos climáticos e a mitigar os impactos das mudanças climáticas. Além disso, a expansão da energia solar promove a conscientização sobre questões ambientais e energéticas, oferecendo uma solução viável para fornecer eletricidade a comunidades isoladas ou fora da rede elétrica convencional, melhorando a qualidade de vida e facilitando o desenvolvimento econômico e social.

Parque Solar em Pereira Barreto – Foto: EDP Renováveis
Parque Solar em Pereira Barreto – Foto: EDP Renováveis

A energia eólica depende da frequência e intensidade dos ventos. Cinco estados brasileiros lideram essa geração: Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí e Maranhão. No entanto, ao contrário da luz solar, os ventos dependem de condições climáticas específicas, resultando em uma produção não constante.

A energia hídrica também tem grande potencial no Brasil. Cerca de 58% de toda a energia elétrica gerada no país provém de usinas hidrelétricas. Por décadas, essas usinas foram as fontes de geração de energia mais exploradas. Em 2023, houve um aumento de 1,2% na geração hídrica em relação ao ano anterior. No entanto, o maior crescimento veio das fontes solar e eólica, que adicionaram 13 mil MWm à produção nacional, totalizando 42,6 mil MWm de potência.

Apesar do imenso potencial, as fontes convencionais de geração de energia ainda apresentam custos menores que a maioria das energias renováveis. Além disso, o sistema elétrico brasileiro enfrenta desafios operacionais e regulatórios, incluindo a necessidade de mudanças no modelo de negócios vigente e no marco regulatório. Esses fatores são obstáculos importantes para uma maior inserção das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira.

Embora a transição para fontes renováveis esteja em andamento, as fontes de geração de energia convencionais continuam a desempenhar um papel crucial na garantia da segurança energética do país. Fontes não renováveis, como petróleo, gás natural, carvão mineral e energia nuclear, ainda são fundamentais.

Os impactos causados pela alta variabilidade das fontes de geração de energia renovável, como a eólica e a solar, pode ser mitigados através do armazenamento de energia. A tecnologia mais conhecida e econômica consiste na construção de reservatórios de hidrelétricas. Além disso, as usinas hidrelétricas reversíveis e o armazenamento por baterias, embora ainda em fase preliminar e com custos elevados, representam alternativas promissoras.

O sistema distribuído de energia, que inclui conjuntos residenciais, edifícios comerciais, fábricas e indústrias, apresenta um potencial significativo para o armazenamento de energia. A energia solar fotovoltaica, em particular, é uma opção viável de geração distribuída, reduzindo os custos de transmissão de energia. Com o surgimento de novas tecnologias, espera-se uma intensa reestruturação do setor elétrico, o que consequentemente reduzirá os custos de implantação.

Segundo um estudo da KPMG (Transição Energética na América do Sul), o Brasil destaca-se em segundo lugar na geração de energia renovável na América Latina, com 78% da capacidade instalada da região, ficando atrás apenas do Paraguai. O potencial hidráulico brasileiro é um dos maiores do mundo, chegando a 260 GW, dos quais apenas 35% estão sendo aproveitados, principalmente na região Sudeste. A geração eólica também é promissora, com um potencial total de 143 GW para torres a uma altura de 50 metros, especialmente nas regiões Nordeste e Sul do Brasil. Com medições a alturas maiores, esse potencial pode chegar a 500 MW, considerando os avanços tecnológicos recentes e a qualidade dos ventos brasileiros.

Apesar do cenário promissor, o Brasil enfrenta desafios significativos para realizar todo o seu potencial em energias renováveis. O planejamento setorial precisa ser mais assertivo no cumprimento dos prazos de viabilização e execução dos projetos de geração e transmissão de energia. O esgotamento do modelo de financiamento via BNDES e o aumento dos custos de geração de energia devido às dificuldades de obtenção de financiamento com condições atrativas representam desafios consideráveis. No entanto, com uma estratégia bem planejada e o apoio a inovações tecnológicas, o Brasil pode consolidar sua posição como líder mundial em energias renováveis.

Painel solar vertical em agricultura

A energia solar se destaca pela sua eficiência e diversos benefícios, principalmente no Brasil, sendo uma solução promissora não só pela sua eficiência energética, mas também pelos múltiplos benefícios econômicos, ambientais e sociais. À medida que a tecnologia continua a avançar e os custos continuam a cair, é provável que a energia solar se torne uma parte ainda mais integral da matriz energética brasileira.

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